Archive for the ‘Entrevistas’ Category

Beatrix completa 5 anos

2 julho, 2010

Beatrix

Criatividade, atitude e uma certa ansiedade de falar o que pensa. Além, é claro, de um rock n’ roll de altíssima qualidade. Essa é a banda Beatrix, que neste mês de abril está completando 5 anos de carreira.

Ainda colhendo os frutos do CD de estreia, Beatrix, lançado em 2007, e preparando o repertório do próximo álbum, os integrantes do grupo realizaram um bate-papo informal com o jornalismo da CODIMUC.

Com bastante sinceridade e bom humor, Aura Lyris, Vinícius Sousa, Lize Borba, Bruno Espíndola e Thiago Augustini falaram sobre a relação entre música e tecnologia, sobre internet, redes sociais, composição e também sobre o atual momento da música católica. A turma não se furtou a fazer projeções para os próximos 5 anos.

OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA

Leia abaixo alguns trechos da entrevista:

Antes da banda

Vinícius Sousa – Basicamente eu era a mesma coisa (risos). Só toco um pouquinho mais e penso um pouquinho mais também. Eu tinha entre 17 ou 18 anos, quando entrei na banda. Eu estudava ainda, estava saindo do terceiro ano (do segundo grau). Então foi basicamente a fase de adaptação da minha mente. Se piorou ou melhorou, aí já não sei dizer (risos).

Lize Borba – Vixi, cara, 5 anos faz diferença na vida de uma pessoa.Eu tinha 21 anos, fazia faculdade, participava de um grupo de jovens, onde tinha uma banda chamada Beneditos. A gente tocava hardcore católico.

Bruno Espíndola – Eu trabalho com música católica desde os 14 anos. Na verdade, eu aprendi a tocar na Igreja, tocando em grupos de oração. Meu caminho sempre foi na Igreja, mas eu queria fazer algo diferente.

Aura Lyris – Eu morava em São Paulo (SP) e queria ser atriz ou fazer cinema. Eu nunca tive banda, nunca havia cantado em lugar nenhum, a não ser no karaokê da minha tia (risos).

Thiago Augustini – Eu também morava em Joinvile, tocava no ministério de música de uma comunidade de vida, chamada Arca da Aliança. Tocava tudo, menos rock (risos).

Diferencial do Beatrix

Aura – Uma coisa que é muito visível, que na verdade nem sei se é mérito nosso, mas que realmente mudou muito, foi o uso das ferramentas de internet: myspace, twitter, facebook, etc. A gente não achava coisas católicas brasileiras nesses espaços.

Lize – A gente não achava brasileiros, porque fora sempre houve. As bandas aqui não usavam muito essas coisas. Mas aí a gente começou a usar muito, porque coincidiu com o advento dessas novas tecnologias.

Thiaguinho – Eu acho que o mais inovador foi essa questão de contato com o público, que a gente valorizou bastante.

Público e internet

Bruno – A banda começou a acontecer realmente por causa da internet. O (DJ) Tau divulgou uma música que a gente tinha gravado apenas como demo, sem a gente saber. Aí o pessoal começou a entrar no site dele, falando do Beatrix, a música começou a tocar nas rádios. A gente não havia nem lançado o CD ainda. Então eu acho que isso moveu outras bandas católicas a usar e ver que a internet funciona.

Thiaguinho – É notável, depois que a gente lançou um CD independente, o número de pessoas que começaram a acreditar mais nessa possibilidade. O fato de não ter necessariamente que estar numa gravadora para conseguir lançar um CD, eu acho isso muito legal. Acho que outro diferencial foi o vocal feminino cantando rock.

Amadurecimento musical

Vinícius – A gente foi se adaptando. Muita coisa a gente pensava em fazer no começo e não ligava para o que a Aura podia ou não fazer (no canto). A gente tinha as idéias e fazia. Hoje a gente já sabe até onde ela chega, onde ela não chega, até onde fica confortável, fica bonito.

Aura – A gente fazia as músicas e só depois, na hora de tocar ao vivo, é que a gente se tocava: putz, essa música é muito difícil. Eu acho que a diferença é que antes estavam todos ouvindo a mesma referência para fazer música, hoje a gente escuta a referência de cada um.

Bruno – Eu acho que o que é mais legal é que a gente não se preocupa tanto com o profissional, a gente faz as coisas mais pensando artisticamente.

Frutos do primeiro CD

Thiaguinho – São muitos testemunhos, das pessoas se identificando. Era aquilo que dizem as letras que eles precisavam escutar. Parecia que essas canções conseguiam resolver muitos problemas no coração dos jovens, indicando pelo menos o início do trilho…

Aura – E era isso mesmo o que a gente queria com o primeiro CD, só mostrar a porta. Se ele vai entrar ou não é justamente o que a gente fala na música “O Terminal”: depende de você se vai embarcar ou não. E na época, eu estava descobrindo ainda minha fé, cheia de dúvidas, então foi isso muito o que saiu nas letras que eu escrevi.

Novo CD

Vinícius – Se a gente for pensar na mesma lógica do primeiro, se deu tanto bafafá, nesse segundo vai dar muito mais. Porque a gente mudou bastante em relação ao que a gente fez musicalmente no primeiro. E acho que vai ficar bem diferente do que a galera está acostumada a ouvir.

Aura – A gente está fazendo que sempre fez: dar a cara a tapa. (risos) A gente está fazendo o som que a gente gosta, não está fazendo algo que poderia ficar legal.

Alexandre Santos
*publicado no site da gravadora Codimuc

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Netinho fala sobre novo CD

2 julho, 2010

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Descontração, alegria, profundidade de oração e um ministério fundado na Eucaristia. Esse é o cantor e compositor Netinho, que está lançando seu segundo CD solo, intitulado Novo Dia.

Vivendo um novo tempo na missão, o músico conversou com o jornalismo da CODIMUC e falou sobre a essência do novo trabalho, a parceria com Adelso Freire, a volta à carreira solo e os rumos da música católica no Brasil.

– Antes desse CD, você gravou os álbuns Permanece Fiel (solo) e Não Pare de Lutar (com a banda Ignis). Fala um pouco sobre esse novo trabalho, o que ele traz de diferença, em relação aos seus outros discos?

Netinho – Penso que a maior diferença está na maturidade e no início da descoberta de uma identidade cada vez mais intimista com o Senhor. Quando existem barreiras para conduzir os povos ao altar, surge a necessidade de levar o altar dentro de nós. Esse é o desafio desse trabalho.

– E o título do CD, por que Novo Dia?

Netinho – É mais que um título, é um momento da minha vida. Passei por momentos difíceis e ainda os passo. Esse tema serve para eu mesmo lembrar que a cada dia é possível recomeçar.

– Que músicas você destaca nesse CD?

Netinho – Difícil demais isso, hein. Nesse disco, tem músicas de minha autoria e dos irmãos da Banda Gion. O interessante é que cada música teve seu momento em meu coração e, a cada música escolhida, percebia que o Senhor falava comigo. E as músicas dos parceiros vinham ao encontro da minha realidade e do tema do disco.

– Em várias canções, você apresenta uma parceria com o Adelso Freire, que também assinou os arranjos. Como foi essa experiência?

Netinho – O Adelso foi mais que um produtor ou arranjador, ele foi irmão mesmo.  Um trabalho desse tem vida, tem sentimento, tem história. E lidar com isso às vezes é difícil. Foram momentos de Deus os que passamos produzindo, trabalhando, discordando. Mas um momento especial foi na gravação de voz da música Chamaste meu Nome. Realmente passou um filme da minha vida, desses momentos difíceis, e eu não aguentei, chorei demais e não consegui gravar. Quando olhava para a sala da técnica, esperava encontrar apoio do Adelso para respirar fundo e continuar a gravação (risos). Ele também chorava comigo e vivia aquele momento em Deus. Só tenho que agradecer…

– Você está retornando à carreira solo, depois de lançar um trabalho com a banda Ignis. Como foi essa experiência e como está sendo retornar?

Netinho – A banda foi uma experiência para o meu ministério. É normal para cada ser humano querer experimentar algo novo. No meu caso, pude perceber que havia um chamado meu, particular. E esse chamado, com o passar do tempo, foi sendo amadurecido dentro de mim. Entendi que tinha um caminho a seguir, uma nova etapa a cumprir, com outros objetivos, diferentes da proposta que estava vivendo. Dessa forma, tomei a decisão de mudar o passo. Eu não sai da banda, eu mudei o passo. Então percebemos que realmento o caminho era diferente. Não existia intenção de uma carreira solo, pois de verdade não sabia onde o Senhor me queria e nem onde ele iria me levar, simplesmente me lancei. Louvo a Deus por cada momento bom e também, porque não, pelos ruins, que me ensinaram e me deram direção para descobrir o novo.

– Hoje alguns nomes da música católica estão ganhando espaço na mídia secular. Que leitura você faz desse momento?

Netinho – Acredito que isso seja importante para o crescimento do Reino de Deus. A palavra de Deus é clara: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Marcos 16,15). É uma ordem do Senhor e precisa ser cumprida. Mas para quem está nessa missão de levar Jesus até a mídia secular é necessário não perder o foco e principalmente a identidade. Não podemos secularizar o sagrado, temos a missão de sacralizar o que é secular.

– Centenas de bandas e cantores católicos surgem todos os anos no Brasil. Há espaço para quem está começando agora? Quem você destacaria hoje?

Netinho – Claro que existe espaço. Nossa Igreja é maravilhosa, nossa fé é linda. Quando se estuda um pouco a história do povo de Deus, é possível perceber que cada livro da Bíblia foi escrito num contexto diferente, num tempo diferente, cada um com uma cultura. Sendo assim, fico pensando que fazemos parte da história e também estamos contribuindo para continuidade dessa trajetória. E que cada ministério que surge tem sua particularidade e contribuição para o reino. Gostei muito de uma banda que ouvi esse dias: Kyrios Reggae.

– Deixa uma mensagem para o público que certamente vai curtir o CD Novo Dia.

Netinho – O mais importante do ministério não é o que se faz, mas sim a forma como se vive!

Alexandre Santos
*trabalho para a gravadora Codimuc

Empresário secular descobre bandas católicas

29 julho, 2009

Sílvio Rodrigues já empresariou grandes nomes da música sertaneja

Sílvio Rodrigues já empresariou grandes nomes da música sertaneja

Um olheiro do mercado musical. É assim que o manager artístico Sílvio Rodrigues define o seu trabalho na música brasileira. Responsável pelo sucesso de diversos artistas, especialmente no mercado sertanejo, e idealizador da SDR Produções, uma das maiores produtoras do Brasil, ele agora está colocando todo o seu know how e experiência a serviço da música católica.

Já há alguns meses gerenciando a carreira da banda Rosa de Saron, Sílvio Rodrigues também está iniciando um trabalho com a banda Anjos de Resgate, que está lançando o CD/DVD Anjos de Resgate Ao vivo em Brasília.

Sincero e entusiasmado, Sílvio bateu um papo com o jornalismo da CODIMUC e falou sobre a ascensão da música católica e as diferenças entre o trabalho com o público sertanejo e o religioso.

Alexandre Santos – Fala um pouco sobre sua carreira, como você começou nesse ramo.

Silvio Rodrigues – Eu comecei aos 16 anos, no colégio. A turma precisava fazer uma festa junina para arrecadar fundos para a formatura. Como não tinha dinheiro para investir, eles ficaram com medo, mas eu fui adiante e fiz a festa. E deu super certo, foi um sucesso.

Depois dessa primeira experiência, eu acabei gostando muito de trabalhar com isso e passei dois anos realizando eventos de pequeno porte. Essas festas foram ficando famosas e eu fui ousando mais. A partir daí, promovi shows com diversos artistas, entre eles a banda Capital Inicial, Bruno e Marrone, Zezé de Camargo e Luciano, Leonardo, entre outros. Por trabalhar bem esses eventos, fazendo tudo bem organizado e com muita seriedade e respeito, eu fui ganhando o carinho do meio artístico e muitos desses artistas começaram e me incentivar a trabalhar como empresário.

Quando comecei a empresariar, percebi que o mercado tinha uma carência de novos projetos. Então preferi criar novos espaços e lancei essa idéia dentro do mercado paralelo de música sertaneja. O que acabou dando muito certo. Várias duplas lançadas por nós estão fazendo grande sucesso.

Assim surgiu a SDR Produções, que hoje é uma das maiores empresas de shows do Brasil, e as suas ramificações, como a SDR Filmes, que realiza projetos publicitários. Depois comecei a despertar para as composições também e algumas das minhas músicas estão nas trilhas sonoras de algumas novelas, como A Favorita e Paraíso, e eventos da Rede Globo, como o Criança Esperança.

Alexandre Santos – Hoje você está trabalhando com a banda Rosa de Saron e também vai começar um trabalho com o Anjos de Resgate. Como você entrou nesse segmento da música católica?

Silvio Rodrigues – Eu sou como que um olheiro do mercado musical. Sentindo que havia a necessidade de novas idéias, comecei a pesquisar e a ouvir falar muito do Anjos de Resgate e do Rosa de Saron. Então percebi que seria um projeto muito interessante abrir caminho para a música cristã dentro do mercado secular. Primeiro, por causa da indiscutível qualidade musical que há nesse meio e também por causa da carência de novas idéias.

Assim entrei em contato com o Eduardo (guitarrista do Rosa de Saron), fiz uma proposta e eles me pediram que fizéssemos um tempo de experiência, para ver se ia dar certo. Então comecei a trabalhar a divulgação deles de uma forma que quando a banda fosse se apresentar nos programas de TV, já fosse bastante conhecida. Para isso, comecei a abrir espaço para a música cristã dentro das feiras de exposição. Não foi fácil, mas graças a Deus passei no tempo de experiência e estamos aí já colhendo bons frutos desse trabalho.

Alexandre Santos – E o Anjos de Resgate, como surgiu a idéia de também trabalhar com eles?

Silvio Rodrigues – No meu ponto de vista, o Anjos de Resgate é a banda mais popular do meio católico. Como falei antes, sempre que pesquisava ouvia falar da banda. Quando fui pesquisar mais a fundo, vi que o grupo já tinha uma certa estrutura, estava ligada a uma gravadora e achei que teria dificuldade de chegar até eles. Peguei o telefone, mas resolvi esperar.

A experiência inicial que tive com o Rosa de Saron e o fato de ter passado na avaliação deles acabou reforçando a coragem para procurar o Anjos de Resgate. Entendi que era hora de continuar com o mesmo trabalho, porém com mais ousadia. Acredito que um DVD tão maravilhoso, com mensagem e qualidade tão boas, tem que atingir um público maior. E para isso é preciso investir no crescimento, usar mais da tecnologia. Por isso, colocamos à disposição do Anjos de Resgate uma grande estrutura, com cerca de 28 profissionais, trabalhando para fazer esse trabalho atingir uma grande multidão que precisa ouvir a mensagem que eles trazem.

Alexandre Santos – Que diferenças você percebe ao lidar com o meio secular e o meio cristão católico?

Sílvio Rodrigues – A diferença maior é que o público secular não é fiel. Ele gosta de determinada música naquele momento. No caso do Anjos e do Rosa, percebo que o público está junto com a banda, não abandona, torce, acompanha. A conquista da banda é também conquista dessas pessoas, que se alegram com o sucesso do grupo. Literalmente, o público secular é de momento e o religioso é fiel à banda. No meio cristão, a s pessoas não gostam da banda apenas pela música, mas pela mensagem que eles carregam.

Isso é legal porque muitas bandas de sucesso não duram mais do que cinco anos. Perto do Anjos e do Rosa, muitos grupos conhecidos do grande público se tornam pequenos, porque têm toda a mídia à disposição, enquanto, tanto Anjos de Resgate quanto Rosa de Saron estão há todo esse tempo fazendo sucesso sem todos esses recursos.

Outra diferença é que não é simplesmente empresariar uma banda, mas ser responsável por uma mentalidade de fazer o bem, praticando preços populares, proporcionando às pessoas uma boa mensagem para a própria vida, uma palavra de paz, num tempo em que tanto se precisa. Estamos abrindo o mercado para pessoas que gostam de outro tipo de som, que querem levar suas famílias para assistir a um show bem produzido e que comunica boas mensagens.

Alexandre Santos – Além do Rosa de Saron e Anjos de Resgate, outros artistas, como o Pe. Fábio de Melo e a cantora Adriana também estão ganhando espaço na mídia secular. Como você está vendo esse momento da música católica?

Sílvio Rodrigues – Acho que abriram um espaço que antes era muito fechado. Estão descobrindo que um produto religioso também sustenta uma grande empresa e dá estabilidade a eventos. A música católica é muito consumida, mas ninguém havia visto isso ainda.

Os padres têm um papel importante nessa abertura. O Pe. Marcelo Rossi chegou a 3 milhões de cópias vendidas, o que é extraordinário. Tem o Pe. Fábio de Melo, que está fazendo muito sucesso, o Pe. Reginaldo Manzotti, que também está vindo por aí. Enfim, o mercado abriu os olhos e viu que é um produto que pode salvar uma empresa. Os padres abriram as portas e a gente vem com a ousadia do Rosa de Saron e do Anjos de Resgate.

Tanto a música católica quanto a gospel cresceram muito. A febre do mercado vai ser a música religiosa. O Rosa de Saron hoje está tocando nas grandes redes de Rádio do Brasil. Também estamos trabalhando com o André Valadão e o Mattos Nascimento, no meio evangélico. Creio que o Anjos de Resgate vai quebrar mais uma barreira e vai levar essa mensagem a um público ainda maior.

Alexandre Santos – Deixa uma mensagem para a galera que curte o Anjos de Resgate

Sílvio Rodrigues – Gostaria de saudar a todos, mandar um grande abraço e dizer que vamos trabalhar para que o Anjos de Resgate tenha mais visibilidade, pois tem qualidade para isso. Por isso pedimos o apoio e as orações de todos.

Uma coisa que gostaria de frisar é que tudo o que cresce gera um custo maior, pois estamos investindo mais em divulgação e na qualidade do show. O Anjos de Resgate está ganhando mais asas, para voar mais alto. O público tem só que abraçar e apoiar, pois essa evangelização que tem chegado a tantos vai atingir muito mais gente.

Entrevista com ator Rafael Almeida

3 junho, 2008

O ator Rafael Almeida, o Gustavo da novela Malhação, da Rede Globo, é um dos convidados especiais do DVD Rosa de Saron Acústico e Ao vivo, gravado no dia 16 de abril, nos estúdios da TV Século 21, em Valinhos (SP).

Um pouco nervoso e visivelmente emocionado, o ator conversou com o jornalismo da CODIMUC nos bastidores da gravação, logo após a sua apresentação, cantando a música Do Alto da Pedra, ao lado do vocalista Guilherme de Sá.

Na entrevista, o ator falou de sua admiração pela banda Rosa de Saron e da homenagem que fez ao tio, durante a sua apresentação.

Alexandre Santos – Como você conheceu a banda Rosa de Saron?

Rafael Almeida – Eu sempre fui muito fã do Rosa de Saron. Quando eu tinha 14 ou 15 anos eu ia acampar na Canção Nova e assistia ao show deles. Eu ficava fascinado com aquilo, com a forma como eles tocam, os arranjos e a interpretação do Guilherme. Sempre observei essas coisas, porque também sou músico, toco guitarra, violão e tento cantar (risos).

Eu me encantei pela banda e sempre fui muito fã deles. Sempre achei eles uma grande referência, especialmente para o público jovem, tanto em musicalidade quanto nas letras que eles compõem. Eles passam uma mensagem muito importante, que é esse plano de Deus aí para a gente, diante das nossas incertezas, sonhos, dores, alegrias, tristezas, enfim, diante da vida.

Alexandre Santos – Como surgiu o convite para participar do DVD?

Rafael Almeida – Desenvolvo o meu trabalho de ator na Globo, eu tive a oportunidade de conhecê-los pessoalmente. A partir daí, surgiu uma amizade deles com a minha família e comigo. Quando eles me convidaram para participar do DVD, eu fiquei super emocionado, super feliz. Pensar que antes eu estava lá no meio da galera assistindo o show e que agora estou tendo essa oportunidade de dividir o palco com eles é muito louco. Estou realmente muito feliz e muito emocionado.

Alexandre Santos – E como foi o momento da gravação para você?

Rafael Almeida – Estou me tremendo até agora, morrendo de medo, porque subir no palco e cantar ao lado de Guilherme de Sá não é fácil, o homem canta demais. Eu estou aprendendo, estou engatinhando. Eu sou um ator, não sou um cantor. E mesmo que eu fosse um cantor profissional, ele é incrível, tem uma voz maravilhosa e uma interpretação fora do comum.

Fiquei um pouco nervoso, mas feliz ao mesmo tempo por participar de um momento tão importante para a banda e para os fãs, entre os quais eu me incluo. Feliz também de participar de um trabalho que passa algo tão importante, que é a mensagem religiosa, a Palavra de Deus, para um público tão maravilhoso. Além de tudo, subir no palco com os caras de quem eu sou fã. Estou felizão, felizão, realizado.

– Fala um pouco sobre a música que você cantou

Rafael Almeida – A música Do Alto da Pedra tem uma importância muito grande para mim, pessoalmente, porque essa canção foi a trilha sonora de momentos muito bonitos da minha com meu tio, que faleceu recentemente. Sempre que eu estava com o violão, ele me pedia para tocar e cantar essa música para ele. E sempre que eu cantava, nós nos emocionávamos juntos.

Hoje, graças a Deus, eu tive a oportunidade também de homenageá-lo, cantando essa canção no DVD. E vestido com a jaqueta que era dele.

Entrevista publicada no site da gravadora Codimuc em 19/05/2008
http://www.codimuc.com.br/codimuc/view_noticias.php?id=471

Elba Ramalho fala sobre emoção de cantar em CD do Papa

12 março, 2008

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   A cantora Elba Ramalho gravou participação no Cd Bendito o que vem em nome do Senhor, álbum oficial da visita do Papa Bento XVI ao Brasil, interpretando a música Viva a mãe de Deus e nossa.

   Filha do nordeste brasileiro, nascida no alto sertão da Paraíba, Elba Ramalho é uma das vozes mais expressivas da MPB e ultimamente tem gravado algumas canções religiosas, expressando sua fé.

   Em entrevista ao jornalismo da Codimuc, Elba falou sobre sua devoção à Virgem Maria e sobre a alegria de participar desse projeto em homenagem ao Santo Padre.

Elba, qual é a emoção de participar de um projeto como esse, que vai dar as boas vindas do Brasil ao Papa Bento XVI?

Elba Ramalho – A emoção é grande e a honra também, afinal ele é nosso representante maior de Cristo na terra. Como sou religiosa e amo minha Igreja, louvo a Deus pela oportunidade de participar com minha arte deste encontro.

Nesse trabalho, você interpretou a música Viva a Mãe de Deus e nossa, que além de muito bonita, faz parte do cancioneiro popular religioso. Como você se preparou para gravar essa canção?

Elba Ramalho – Na verdade, estava em estúdio gravando meu novo disco e, apesar do cansaço de voz e da urgência do projeto, foi emocionante cantar para Nossa Senhora, de quem sou devota e a quem já ofereci muitas canções.

Fala um pouco sobre os trabalhos que você já fez que têm esse aspecto religioso. Sei que certa vez você fez o papel do Anjo Gabriel, em um espetáculo da Paixão de Cristo, se não me engano, em João Pessoa-PB. Fala um pouco desse lado religioso do teu trabalho.

Elba Ramalho – Já participei de vários espetáculos religiosos, tanto nos autos de Natal
como na Semana Santa, como o Anjo da Anunciação ou simplesmente como aquela
que saúda a Mãe do Senhor. Também já gravei discos de louvos a Maria, produzidos por mim e com a participação de vários colegas da música, sempre em favor de instituições sociais. No mais, é minha fé profunda e sólida que tem marcado minha vida, meus encontros, meu trabalho e minha relação com o mundo e com a família.

Você ultimamente tem demonstrado uma devoção muito forte à Virgem Maria, fala um pouco sobre a tua vida de fé. Como você vive essa devoção e como ela começou na tua vida?

Elba Ramalho – Isso já leva alguns anos, desde a infância na minha pequena cidade natal, chamada Conceição, na Paraíba, cuja padroeira é Nossa Senhora da Conceição. Passados alguns anos, longe de lá e com uma vida turbulenta nas grandes cidades, reencontro em Maria o refúgio para minhas tristezas e ansiedades. Consagro-me a Ela todos os dias e me ofereço a Deus através de seu Imaculado Coração, para que me tome como um instrumento de luz e paz, no meio desta grande obra do Senhor Jesus no mundo, em favor dos homens.

   Pesquiso as aparições de Nossa Senhora na terra há mais de dez anos e agora estou concluindo um livro sobre os fatos, as mensagens, as profecias, as lágrimas de sangue e mel derramadas dentro e fora da Igreja. Enfim, essa é uma história de amor que só me traz conforto, alegria e paz de espírito.

Elba, deixa uma mensagem para o público que vai apreciar esse trabalho.

Elba Ramalho – O Senhor Jesus vos ama! Não esqueça de chamar seu nome, de clamar seu perdão pelos pecados cometidos e de crer na sua infinita misericórdia. Viva em Deus e para Deus, não para o mundo e suas armadilhas maléficas! Luz, amor e paz a todos!

Entrevita feita por Alexandre Santos
Publicado no site
www.codimuc.com.br no dia 07/03/2007

Gian e Giovanni falam sobre a gravação do Hino Oficial do Papa

26 fevereiro, 2008

entrevistagianegiovani.jpg Em visita à CODIMUC, Gian e Giovani conversaram com a equipe de jornalismo da gravadora sobre a emoção de participar do CD Oficial da Visita do Papa ao Brasil, produzido pela Codimuc, em parceria com o Santuário de Nossa Senhora Aparecida e com aprovação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

     A dupla gravou uma das versões do Hino Oficial da Visita do Papa ao Brasil, Bento, bendito o que vem em nome do Senhor, do Frei Luiz Turrra. Os artistas falaram ainda sobre a devoção que têm a Nossa Senhora Aparecida e o Gian deu testemunho sobre um milagre que a Padroeira do Brasil realizou na vida dele.
Como está sendo para vocês participar desse Cd Oficial da Visita do Papa ao Brasil?

Gian – Para nós foi uma surpresa super agradável. Eu particularmente já sou devoto, aliás a família toda é devota de Nossa Senhora Aparecida, nós também somos católicos, por isso é muito importante para nós e é um prazer inenarrável estar participando dessa homenagem ao Papa, principalmente interpretando o Hino Oficial.
     Nós estamos super felizes e muito agradecidos por termos sido escolhidos para gravar essa homenagem, muito felizes mesmo.

Essa é a primeira vez que vocês participam de um projeto voltado para o público religioso?

Giovani – Na verdade, a maior emoção da nossa carreira foi ano passado, quando fizemos um show pela Paz, em frente à Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Esse foi o maior projeto religioso que a gente já fez. Nessa ocasião, além do show, cantamos na missa. E agora é mais uma emoção estar participando dessa homenagem, desse evento que é histórico. É privilégio de poucos, por isso estamos muito felizes. E através da fé que temos em Nossa Senhora Aparecida, queremos passar toda essa emoção para as pessoas que também gostariam de estar fazendo isso.
     Esperamos que o pessoal curta bastante esse trabalho, que será marcante na nossa carreira.

Gian, fala um pouco sobre essa experiência de fé de vocês, sobre essa devoção a Nossa Senhora Aparecida

Gian – Uma das experiências da intercessão de Nossa Senhora foi justamente quando lançamos nosso primeiro trabalho. Nós não tínhamos muitas perspectivas de vendas, de músicas de sucesso, a gente tinha uma expectativa de que pudesse dar certo.
     Aí a gente foi até a Basílica, deixou o nosso primeiro disco lá na Sala dos Milagres, que está lá até hoje. E nós nos sentimos muito abençoados por Nossa Senhora, porque logo no primeiro trabalho sair com uma vendagem superior a 100 mil cópias no primeiro ano, foi surpreendente para nós e para todo mundo, poucos artistas conseguiram atingir essa meta logo no primeiro trabalho. Então para nós foi assim, praticamente um milagre.
     Essa foi uma grande bênção já, mas tiveram outras também, na minha vida, principalmente. O fato do meu nome ser Aparecido não é à toa. É homenagem a Nossa Senhora.
     Eu tive uma experiência de intervenção dele muito forte na minha infância. Eu era recém-nascido e meu teve que deixar minha mãe na maternidade e me levar para casa, por causa de uma complicação que ela teve no parto. Então ele foi me levando no colo e teve que atravessar uma pingela, um rio. Havia chovido bastante e tinha uma espécie de redemoinho na água. Meu pai, quando foi passar, se desequilibrou e me deixou cair no rio. Quando ele foi pular para me salvar, ele falou: “Salva meu filho, Nossa Senhora Aparecida”. Então pulou, me tirou da água ainda com vida e imediatamente eu expeli toda a água que eu tinha engolido e escapei.
     Desde então, meu nome, que ia ser Fábio, ficou sendo Aparecido em homenagem a ela. Foi um milagre mesmo.

Deixem uma mensagem para os fãs de vocês e para o público católico que vai apreciar o Cd Oficial da Visita do Papa.

Giovani – Espero que o pessoal curta bastante, que tenha um êxito muito grande no Brasil inteiro e que as pessoas acreditem cada vez mais em Deus, busquem a paz acima de qualquer coisa. Nós queremos agradecer a toda a direção do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, também à Codimuc pelo convite, que é uma honra muito grande para nós, uma graça muito grande que Deus nos deu.
     Fiquem com Deus e recebam o abraço e o carinho especial do Gian e Giovani.

Alexandre Santos
publicado no site da Codimuc – www.codimuc.com.br
01//03/2007

Entrevista com Daniel

28 janeiro, 2008

Daniel fala sobre participação no Cd oficial da visita do Papa e diz que foi presente de Deus 

entrevistadaniel.jpg O cantor Daniel gravou nesta quarta-feira (9), em São Paulo, sua participação no Cd Bendito o que vem em nome do Senhor, álbum oficial da visita do Papa Bento XVI ao Brasil. Ele intepretou a música Mãe Aparecida, composição de Izaías Luciano, da Comunidade Católica Shalom.

            Bem humorado, Daniel conversou com a equipe de jornalismo da Codimuc. Ele expressou sua alegria de participar do Cd que dá boas vindas ao Papa Bento XVI e falou sobre a sua ligação com a Igreja Católica.

           

Daniel, como foi que você recebeu esse convite para gravar uma canção no Cd Oficial da Visita do Papa ao Brasil, que importância esse projeto tem para você? 

Daniel – Acima de tudo, tenho muita fé, sou fiel a Nossa Senhora Aparecida, tenho essa crença junto comigo já há muitos anos. Fui coroinha, fui freqüentador assíduo da minha paróquia, na cidade de Brotas-SP, onde nasci e fui criado. Então para mim foi uma surpresa e uma grande honra. Fui comunicado ontem pelo meu empresário que havia essa possibilidade. Prontamente já me dispus e agendamos rapidamente a gravação. Fiquei muito contente quando ele me falou que possivelmente eu estaria gravando uma canção para ser colocada no disco oficial em homenagem à visita do Papa ao Brasil.

            Para nós, que somos fiéis, lógico que é motivo de satisfação e de alegria. Espero ter passado, na minha interpretação, aquilo que o público espera. Embora tenha tido pouco tempo para conhecer a música, tentei dar tudo de mim e, através da minha fé, tentei passar a emoção que essa linda canção exige.

            Para mim foi um grande presente, com certeza. E se tiver a oportunidade de estar diante do Papa, vai fechar com chave de outro, vai ser uma honra e um prazer ainda maiores.

 Você interpretou a canção Mãe Aparecida, de um compositor de Fortaleza-CE, chamado Izaías Luciano. Fala um pouquinho sobre essa canção, o que você achou dela, qual foi a emoção de cantar essa música em homenagem a Nossa Senhora? 

Daniel – É uma canção maravilhosa, muito bem feita, tanto letra quanto melodia são muito bonitas. Além de compor bem, o Izaías Luciano canta muito bem, achei até essa música já estava pronta com a voz dele. Espero que ele goste da versão que eu fiz, porque é muito complicado essa coisa do compositor criar, com a identidade dele, e a gente tentar colocar a voz de uma forma diferente. Mas eu tentei fazer em cima basicamente do que ele mandou para mim.

Eu acho que essa música é uma das grandes obras que eu já gravei na minha vida. Eu já gravei Nossa Senhora, do Roberto Carlos, numa homenagem a todos os fiéis, inclusive a mim mesmo, que sou devoto. E ter agora essa obra fazendo parte da minha história é realmente muito gratificante.

 Você falou da música Nossa Senhora, do Roberto Carlos, e eu ia te perguntar justamente isso. Esse não é o primeiro projeto voltado para o público religioso que você participa, não é? 

Daniel – Não, eu gravei Nossa Senhora, inclusive com o maestro Eduardo Lages, que faz a produção musical para Roberto Carlos. A gente fez uma versão piano e voz, depois ele colocou cordas. Inclusive, quando eu fiz a base dela, a emoção foi tanta, foi um momento tão iluminado por Deus, que, embora a minha voz não estivesse muito legal naquele dia, nós resolvemos deixar aquela gravação mesmo, não precisei gravar voz novamente.

            Depois eu gravei, em Botucatu-SP, uma canção também do Roberto Carlos, chamada Quando eu quero falar com Deus, que já fazia parte do repertório de um show que eu fazia. E nós a gravamos novamente no meu DVD mais recente. Foi gravada em frente à catedral de Botucatu, em homenagem aos 150 anos da cidade.

 No início da entrevista, você falou que já foi coroinha, que participava da sua paróquia. Como é a sua história pessoal de fé, qual a sua ligação com a Igreja e com Nossa Senhora? 

Daniel – Eu sempre fui muito presente na Igreja. Hoje talvez eu não seja uma pessoa que tenha oportunidade de estar freqüentando as missas, mas sempre que tenho oportunidade quero participar. Sempre que vamos a uma cidade que não tínhamos ido ainda eu faço questão de conhecer as igrejas.

Eu acho que a fé cada um tem dentro de si e eu sempre a tive dentro de mim, sempre fui muito fiel a Deus, acima de tudo. Tive meu grupo de oração, na cidade de Brotas. Eu meio que encabeçava a parte musical do grupo, tínhamos um padre, na época, que era fabuloso, cantava e tocava muito bem, aprendi muito com ele. Eu tocava no grupo e acompanhava o padre nas missas.

Inclusive, naquela época, tinha uma coisa muito legal, que era a missa sertaneja, com vários violeiros, inclusive o João Paulo e o irmão dele faziam parte também. Éramos cerca de vinte violeiros tocando. A missa era muito bem ensaiada e todo muito queria participar, era muito legal.

Então esse contato sempre existiu na minha vida, essa coisa de ser fiel a Nossa Senhora Aparecida, que sempre foi uma força maior para mim. Todos os nossos trabalhos nós levamos para a sala dos milagres, lá em Aparecida do Norte, para ofertar a ela, e sempre que possível visitamos o Santuário.

 Para a gente concluir, deixa uma mensagem para todos os seu fãs e para todo o público que vai ouvir e apreciar esse trabalho. 

Daniel – Bom, acima de tudo, quero dizer novamente da satisfação de estar com vocês nesse projeto e desejar paz, saúde e fé cada vez mais para todo mundo, porque creio que ela move montanhas realmente e é através dela que a gente consegue chegar onde deseja e espera.

Que todos tenham fé no coração sempre. É o que eu posso fala para todo mundo. Espero, através dessa música e da minha carreira, passar coisas boas para vocês: amor, carinho, paz, que é o que eu sempre busco através do meu trabalho e desse dom que Deus me deu.

            Por fim, quero agradecer mais uma vez esse grande presente. Que o Papa seja bem vindo e que realmente ele santifique o povo brasileiro, que precisa de muita oração, de muita luz, de muita paz, porque a gente atravessa momentos difíceis. Nada melhor do que se apegar a Deus, e o Papa vindo aí, nesse momento tão importante, com certeza é um presentão para todos nós.

Alexandre Santos

*Entrevista publicada no dia 08/03/2007 no site www.codimuc.com.br